Giro de Notícias: Confirmada a reabertura do comércio no DF

Devido a reabertura ser realizada de maneira escalonada, o horário de funcionamento dos estabelecimentos será estipulado.

Rio de Janeiro tem o primeiro dia de comércio fechado por determinação da prefeitura.

Como previsto no decreto nº 41.913, a reabertura gradual do comércio do Distrito Federal acontecerá a partir da próxima segunda-feira (29). A medida havia sido determinada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), no dia 19 de março e confirmada nesta sexta-feira (26).

Com isso, alguns setores já poderão realizar atividades comerciais na próxima semana. Devido a reabertura ser realizada de maneira escalonada, o horário de funcionamento dos estabelecimentos será estipulado para que não haja aglomerações no trasporte público do DF.

Confira alguns horários:

  • Centros estéticos (salões de beleza, esmalterias, barbearias): 10h às 19h;
  • Academias: 6h às 21h;
  • Bares e restaurantes: 11h às 19h;
  • Cinema e teatro: sem restrição de horário, mas apenas com 50% da capacidade total.

Toque de Recolher e venda de bebidas

Embora a reabertura do comércio local esteja confirmada, a operação de fiscalização Toque de Recolher continuará sendo realizada. A ação vistoria se estabelecimentos comerciais estão cumprindo as medidas sanitárias impostas, além da proibição da circulação de pessoas entre o período das 22h e 5h. Outro ponto que continuará em vigência consiste na proibição da venda de bebidas alcoólicas após às 20h.

Balanço

Os resultados das três semanas de lockdown, na avaliação dos pesquisadores, são tímidos e positivos. “Houve uma redução pequena, ainda que válida na taxa de transmissão do vírus, mas a gente continua tendo 1,5 mil casos diários reportados diariamente. Mesmo que haja uma queda, esse número ainda é muito elevado. (…) Apesar de ter sido positivo o efeito desse lockdown de três semanas, a gente continua em uma situação muito difícil, muito crítica no que diz respeito aos leitos disponíveis para atender as pessoas que precisam ser tratadas tanto no setor público quanto no privado”, afirma Mauro Sanchez, pesquisador da Sala de Situação.

Ainda que com resultados tímidos, o pesquisador reconhece a importância da medida adotada para conter a doença. “O lockdown foi e tem sido uma iniciativa louvável, mas deve-se continuar a monitorar muito de perto a capacidade do sistema de saúde em absorver os casos que ainda estão aparecendo”, recomenda o especialista.

Mauro Sanchez explica que os efeitos práticos do lockdown não são visíveis durante a sua validade, mas sim no momento do encerramento ou poucos dias depois. “Quando acaba o lockdown, você deverá ver o efeito imediatamente ou poucos dias depois, pois quem poderia passar a doença adiante não passou porque ficou, durante o período de incubação, fechado em casa ou sem circular”. O investigador reforça que esse efeito se encerra com a reabertura comercial, devendo se intensificar o monitoramento dos casos.

A intensificação do monitoramento durante a reabertura não serve apenas para permitir com que o DF saia do colapso da saúde, mas também para evitar o colapso econômico. “Já que vai acontecer, essa reabertura precisa ser muito gradual e acompanhada muito de perto por todos os indicadores de saúde, para não correr o risco de começar um ‘abre e fecha’, fazendo demorar muito mais para que a gente consiga um controle efetivo da pandemia”, alerta o pesquisador.

Outra recomendação da Sala de Situação não é apenas para as autoridades públicas, mas também para a população como um todo. “É muito importante que se reforce, que se mantenham todas as recomendações de isolamento social, higienização das mãos, uso de máscara e tudo que a gente já conhece que é efetivo enquanto a cobertura vacinal não atinge um nível alto”.

Histórico

Devido o aumento do número de casos e mortes em decorrência da pandemia da Covid-19, o chefe do Poder Executivo local havia decretado lockdown no dia 8 de março. A determinação estabelecia que o horário de funcionamento de atividades comerciais não essenciais só pudessem ser realizadas entre as 5h e 22h. Após esse período, a circulação de pessoas somente estaria permitida, caso fossem questão de saúde. Além disso, a venda de bebidas alcoólicas estaria proibida. A determinação se encerraria no dia 15 de março.

Como as taxas de ocupações de leitos de UTIs não diminuiam, Ibaneis Rocha estendeu o período de lockdown até o dia 22. Isso porque, a capital candanga ainda apresentava lotação na rede pública de saúde. E, mesmo que a determinação não tivesse terminado, o governador decidiu novamente prorrogar o prazo, que vai até o dia 29 de março.

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